Porque eu deletei o Snapchat

24/05/2016 por

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Crédito da imagem: twitter.com/slavomier

Tá certo que no quesito redes sociais sou 8 ou 80: não consigo usar moderadamente e só seguir gente legal. Quando tenho vejo bastante e tenho o péssimo hábito de ter que zerar a timeline.

Já faz mais de 3 anos que deletei minha conta no Facebook. O Instagram é a única rede que ainda consegui recuperar algum controle não seguindo tanta gente (500 pessoas vocês acham muito ou pouco?).

Com o Snapchat, a história foi assim: após a dificuldade de aprender a usar (e me sentir com 300 anos de idade por conta disso), me apaixonei. Fiquei viciada em acompanhar os reality shows dos meus amigos e de alguns famosos. Amei saber que minha amiga estava em um aniversário, um outro em uma manifestação e acompanhar as pequenas conquistas diárias dos bebês dos amigos (melhor parte!).

Nossa relação sofreu o primeiro abalo quando tiraram o feature que mostrava a quantidade de tempo que cada pessoa tinha postado no dia (isso me ajudava muito a decidir o que assistir). Depois disso comecei a ver o Snapchat como uma TV: dava o play enquanto fazia alguma outra coisa paralelamente, trabalhava, escovava o dente, cozinhava. Só que, mesmo seguindo pouquíssimas pessoas, era muito tempo para conseguir “zerar a timeline”. E o que aconteceu com fazer apenas uma coisa de uma vez? O snap era um grande inimigo da minha mindfullness. Comecei a me sentir incomodada.

Mas o que me fez decidir deletar o app não apenas temporariamente foi observar meu próprio comportamento ao criar conteúdo ali.

No início do ano, decidi que iria filmar alguns dos momentos especiais. Não era um projeto nem nada, era algo somente para mim (tenho o hábito de fazer alguns vídeos de viagens e momentos especiais para guardar as lembranças mais vividamente). Filmava meu namorado dormindo, a chuva, visitas em casa, a fumaça que sai de uma panela. Depois que comecei a usar o snap parei de fazer isso porque pensei que esse conteúdo seria melhor se fosse compartilhado. Mas no fim vi que deixei de criar uma história que tivesse significado para mim para passar a criar outra que tivesse para os outros. E perdi cenas lindas cheias de significado (pra mim) porque elas eram deletadas no dia seguinte.

Outra coisa que passou a me incomodar foi a vontade imediata que surgia de fazer um snap assim que alguma coisa minimamente legal estivesse acontecendo. Criou uma relação de ansiedade com o telefone e com a bateria. Se eu estava vivendo algo legal e a bateria acabava me dava uma tristezinha. Oi???

Assim como ao sair do Facebook, sinto que estou ganhando mais do que perdendo. Mas queria saber de você, que é fã do Snapchat: me conta por que ama a rede? Por enquanto não volto, mas não deixo de ter curiosidade sobre o que estou perdendo!

Reaprendendo com os meus colegas de vinte e poucos

18/05/2016 por

Tenho trocado diariamente com 3 novos amigos muito especiais que conheci no Hackathon da Natura. Os três estão na casa dos vinte e estão se dividindo entre estágios e faculdade. Puxado! Em nossas conversas sobre o futuro de um empreendimento que criamos juntos muitas vezes ao falarem de seus momentos pessoais e profissionais surge o termo “agora é a hora”. O que completa a frase pode ser viajar, morar fora, se arriscar, mudar de carreira, fazer um mestrado, encontrar um grande amor. Que linda é essa sensação e que pecado é deixarmos de senti-la. É claro que agora é a hora! Não existe outra hora se não o agora. Então estou aqui pensando como completar a minha frase. E você? Agora é a sua hora de fazer o que? O que você não pode deixar de fazer agora?

O fenômeno infantil Mundo Bita, totalmente feito no Brasil

17/05/2016 por

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Voltando de um chá de bebê, peguei carona e fui no banco de trás ao lado do meu amigo Jun. No som do carro, começou a tocar Mundo Bita, e a empolgação foi grande. Junto com Babá Eletrônica, o projeto da cantora Lulina para crianças, Bita figura entre as preferências desse espevitado menino de 2 anos e 9 meses quando quer ouvir música e ver desenho. O que nos mostra que existe vida além da Peppa Pig, Patrulha Canina e afins – e essa alternativa ainda é made in Brasil.

O Mundo Bita é uma animação que foi concebida em Recife em 2010, quando o designer Chaps Melo esperava junto com a mulher a primeira filha. Eles não queriam decorar o quarto da pequena com as ideias tradicionais de sempre e resolveram criar um personagem do mundo do circo. Seis anos depois, Bita é um império, com 36 clipes musicais, um curta-metragem, 180 milhões de visualizações no YouTube, mais de 50 mil espectadores em eventos ao vivo e uma série de produtos licenciados.

Na entrevista a seguir, Chaps nos conta de onde veio a ideia, como é o dia a dia da produção, por que resolveram dizer não a investidores e quais os planos para o futuro.

- Fala-se muito em empreendedorismo materno, sobre mães que, depois de terem filho, não conseguem voltar ao mercado tradicional de trabalho e acabam criando negócios para ter uma vida pessoal e profissional mais equilibrada. Podemos chamar o “Mundo Bita” de um case de empreendedorismo paterno?

Bom, não criamos o Mundo Bita com o intuito de equilibrar a vida profissional, criamos por sentir que no mercado infantil havia uma lacuna criativa, um espaço para trabalhar conteúdo construtivo. Porém, considero sim um case, não só paterno como materno também. O Mundo Bita surgiu a várias mãos, todas elas carregadas desse sentimento de amor pelos pequenos.

- Como e quando surgiu o “Mundo Bita”? De onde veio a ideia?

Importante começar dizendo que o Bita não nasceu pra ser o protagonista de uma animação infantil. Ele foi concebido em 2010 pra decorar o quarto da Anabel, minha primeira filha. Foi criado sem maiores intenções, além, claro, de fazer parte daquele universo inicial dela. A ideia para o personagem veio através das músicas que eram trilha da casa enquanto eu e a mamãe de Bebel a esperávamos. Tivemos como referência o mundo do circo, repaginamos ele através do olhar leve e lúdico de pais de primeira viagem. Nessa atmosfera o Bita foi criado e talvez por isso ele tenha esse jeitão amável.

Em 2011 ele foi batizado oficialmente como Bita e apareceu para o público pela primeira vez. Era o personagem principal de um e-book infantil lançado pela Mr. Plot, produtora  do Mundo Bita, da qual sou um dos quatro sócios. A partir daí, o conteúdo já passeou por aplicativos, clipes musicais e mais recentemente um curta-metragem.

- Como é o dia a dia da produção do Mundo Bita?

De uma maneira bem sintética, a produção das animações do Mundo Bita é dividida em duas etapas: a parte musical e a parte de animação. A parte musical é feita num estúdio de gravação. Nossa equipe, desde o inicio da história, é composta por três pessoas: eu, o maestro Vinicius Guerra e nosso técnico de gravação Walman Filho. A maioria das músicas são compostas por mim, salve algumas exceções em que recebo a contribuição iluminada do meu sócio João. A parte de animação é feita na própria produtora Mr. Plot. Trabalhamos hoje com uma equipe bem enxuta. Somos nove profissionais: dois ilustradores, cinco animadores, um roteirista e um diretor de criação, que sou eu. Além disso contamos eventualmente com o trabalho de parceiros com outras especialidades, como dubladores, desenhistas de som e modeladores 3D.

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- Qual é o portfólio de produtos que vocês oferecem? DVDs, vídeos no YouTube, produtos licenciados, show

Os clipes musicais em desenho animado são os principais produtos. Transmitidos pelo Discovery Kids desde 2013, possuem mais de 180 milhões de visualizações no Youtube e são destaque no Netflix, TV Brasil, PlayKids, entre outras plataformas. Os três álbuns musicais lançados até agora foram premiados com DVD de Ouro pela Sony Music e estão entre os mais vendidos do Brasil na categoria infantil. Além dos desenhos animados, o Mundo Bita percorre o país com shows musicais e peças de teatro, já tendo visitado 12 estados. Em 2016, uma das novidades do Mundo Bita são os cenários itinerantes para shoppings, que mesclam atividades gratuitas com grandes brinquedos de bilheteria. Temos também produtos licenciados: brinquedos musicais, produtos de higiene pessoal, material escolar, itens de festa e também o boneco de pelúcia que será lançado nos próximos meses.

Temos hoje 36 clipes musicais, 1 curta metragem de 16 minutos, 180 milhões de visualizações no Youtube, 140 mil fãs no Facebook, mais de 50 mil espectadores nos eventos ao vivo e licenciamento de produtos para marcas de 5 categorias: brinquedos, higiene pessoal, mochilas, cadernos e artigos de festas.

- Estar no Netflix e no Discovery Kids ajuda no posicionamento?

Sim, é muito importante pra qualquer produto audiovisual ser exibido em plataformas com grande audiência. Essa disseminação é o que dá a possibilidade de massificação, aderência e capilaridade aos conteúdos.

- Quando vocês entenderam o tamanho e o alcance que tinham?

Ainda estamos num processo de crescimento. Temos um bocado de ideias pra desenvolver e um monte de conteúdo bacana pra mostrar. O Mundo Bita, apesar de ter um alcance muito grande em todo o país e ser um produto comprovadamente aprovado pelos pequenos (o público mais exigente, diga-se de passagem), ainda não está do tamanho que o imaginamos.

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- Vocês chegaram a ser sondados por investidores, mas não quiseram receber aporte. Qual foi o motivo dessa decisão?

O nosso principal ativo é intangível. Você não consegue avaliar de forma objetiva o valor de uma marca ou um personagem quando ele está em fase inicial. Até 2014, quando o Bita já tinha três anos de vida e era já bastante conhecido dentro do público-alvo, a Mr. Plot ainda era financeiramente deficitária e necessitava de aportes mensais dos sócios. Ora, uma empresa como esta, se olharmos objetivamente o mercado, não é atrativa para investidores. As propostas vinham muito aquém do que esperávamos e não estávamos seguros de que uma gestão compartilhada seria boa para a Mr. Plot. Por isso, ficamos longe desse mundo. Agora, que começamos a dar lucro e temos um caminho mais claro de crescimento pela frente, voltaram a surgir novos interessados. Mas estamos tratando o assunto com muita paciência, cuidado e tranquilidade. A garantia da qualidade do conteúdo é a nossa maior preocupação.

- Qual foi o papel do Porto Digital no desenvolvimento do projeto?

Ficamos encubados durante um ano no Portomidia, que é o braço do Porto Digital para o fomento de projetos da economia criativa. Quando fomos selecionados, o Bita já era um personagem forte, já era transmitido pelo Discovery Kids e os DVDs vendidos em larga escala pela Sony Music. O que a experiência trouxe de mais proveitoso foi a possibilidade de contarmos com uma assessoria jurídica, consultoria empresarial e assessoria de imprensa. Como empresa nascente, não conseguiríamos arcar com esta estrutura sem o apoio do Portomídia. Foi tão proveitoso que, após o período de encubação, acabamos contratando a mesma assessoria jurídica para continuarmos com o trabalho.

- Quais foram as principais dificuldades que vocês encontraram no começo do negócio? E quais as que aparecem com frequência hoje?

A grande dificuldade que a Mr. Plot enfrentou no início foi financeira. Produzir desenho animado custa caro, requer uma equipe muito capacitada e detalhes que não podemos abrir mão. O foco na qualidade total impede que a empresa corte alguns custos, como o de pessoal e de equipamentos. Passamos quatro anos de muito sufoco. Os sócios colocaram todas as economias pessoais, venderam bens e doaram tempo de trabalho. Só em 2015 conseguimos equilibrar as finanças. Então, considero que esta foi a grande dificuldade. Hoje, a crise econômica também está retardando um pouco o crescimento do licenciamento da marca para produtos. Mas vamos manter o foco no principal objetivo do estúdio, que é produzir conteúdo educativo e divertido para a criançada. Os outros resultados vêm na hora certa.

- Como vocês lidam com pirataria?

Temos uma postura solidária em relação aos pequenos artesãos, a quem faz bolos e organiza festas de aniversário, pra nós não há problema nesse tipo de negócio, muitas vezes são feitos por admiradores do Bita. O que tem acontecido, é o evento ao vivo pirata, com bilheteria e tudo! Isso nos prejudica muito! Nesse caso estamos coibindo, pelo menos aqueles que a gente fica sabendo através do alerta dos nossos próprios fãs. É bem trabalhosa e cara a produção do conteúdo animado do Mundo Bita e seus desdobramentos tais como shows ao vivo. Além disso, tem o padrão de qualidade e o cuidado com a mensagem que deixamos para os pequenos. Então, não podemos simplesmente deixar que esse tipo de coisa aconteça. No caso de produtos piratas, ainda não vimos nenhum no mercado, a não ser os DVDS, que aí, infelizmente,  já não há como combatermos.

- Suas filhas podem ver “Mundo Bita” quanto tempo quiserem, ou têm algum limite?

Não. Na minha opinião nenhuma criança deve ficar em frente a uma tela o tempo que quiser. Todo o excesso é negativo e faz parte da educação estabelecer esses limites e incentivar os pequenos a brincar, coisa que já é da natureza deles. Toda criança já nasce sabendo brincar!

- Quais os planos pro presente e pro futuro?

Vamos continuar a produção de um álbum musical por ano, com clipes em desenho animado. O quarto trabalho será lançado em outubro e vem com um tema muito legal, que ainda é segredo. Teremos dois novos espetáculos teatrais para estrear este ano e o Show do Bita continuará rodando o Brasil. O projeto de internacionalização deu uma pausa por causa da alta do dólar, mas retomaremos ainda em 2016. Já começamos a estudar os melhores meios para a realização de uma série em dramaturgia para TV e estamos empolgados com as possibilidades. Trabalhando com muito amor pelo que fazemos, vamos ultrapassando as dificuldades passo a passo e levando a energia do Mundo Bita para cada vez mais famílias.

YouPix Hub, uma nova plataforma para você estudar internet

13/05/2016 por

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Adoro receber convites para encontros que vão fazer alguma diferença na vida profissional. Quando o YouPix me chamou para participar da gravação de uma de seus cursos online, topei sem hesitar. Passamos das 9h30 às 15h30 de um dia de março assistindo à gravação do “Out of control”, curso de estreia da plataforma YouPix Hub, que o canal disponibiliza ao público a partir deste mês de maio.

Sobre o YouPix já falamos algumas vezes. Entrevistamos a Bia Granja – tanto em texto, quanto em um vídeo do Como matar um projeto. Já fomos palestrantes ou mediadoras em algumas edições do YouPix offline. E adoramos acompanhar de perto a trajetória desse canal que é a grande referência sobre internet hoje no Brasil. Para saber sobre o mundo underground do conteúdo no Whatsapp ou para entender o cenário digital de maneira mais macro, recorrer à Bia e à sua trupe é opção certeira.

O YouPix Hub estreia com o objetivo de ensinar sobre internet para um público que pode crescer em larga escala. Você pode pensar: mas, poxa, eu entendo de internet, pra que vou fazer um curso? Além de te dizer que faz todo sentido estudar sobre internet enquanto se faz a internet, vou compartilhar os principais insights que eu tive depois de ser aluna do YouPix Hub por um dia.

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O curso “Out of control” é dividido em cinco módulos – e cada um tem de três a seis aulas, que duram entre cinco e oito minutos. Começa falando de uma internet de dez anos atrás, quando os memes começaram a surgir. Quem lembra do sanduiche-iche? E do controverso termo “orkutização”? Foi naquela época que houve a primeira quebra de paradigma. Saiu de cena a hierarquia e entrou a democratização dos meios de criação e distribuição dos meios de informação. Foi isso que permitiu ao YouTube se tornasse gigante hoje, atingindo mais pessoas entre 18-49 anos do que a TV paga.

Na sequência, a Bia aborda outra quebra, a da proximidade, de pessoas reais, possíveis, próximas e iguais produzindo um conteúdo 24 horas por dia, sete dias por semana, com muita autenticidade. Não existe mais lugar para a vida perfeita, e sim para medos, falhas, opiniões e emoções. O curso segue nessa toada, e a cada módulo a gente vai compreendendo mais as características dessa internet que a gente usa o dia inteiro.

Ainda nos intervalos das aulas, já queria traduzir os aprendizados para a prática. Conversando com o Renato Salles, da equipe do Chicken or Pasta, percebemos quanta organização faltava para nossas moradas virtuais! Na semana seguinte, a newsletter da Contente explicou com detalhes o que estamos fazendo em cada um dos projetos (aliás, já assinou?). Entendi que periodicamente é preciso parar e pensar se faz sentido o que a gente vai fazendo na internet quase intuitivamente. E também que:

  • É preciso entender qual é o sentimento que o seu conteúdo gera. Assim, você consegue criar valor pra ele;

  • É importante estar em diversas plataformas (Facebook, Instagram, Snapchat), mas também é preciso respeitar a vocação de cada uma delas. Criar conteúdo nativo em cada rede social é o caminho;

  • “If it doesn’t spread, it’s dead.” Além de criar um conteúdo muito bom, você tem que conseguir espalhá-lo para que mais gente o veja;

  • Paciência + constância = comunidade engajada. Não queira que tudo funcione perfeitamente de um dia para o outro.

E vocês? Têm pensando a internet enquanto fazem seus projetos?

Conheçam o YouPix Hub > youpixhub.com

Múltiplos caminhos na programação do Festival Path

11/05/2016 por

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Será que vejo o painel “A diversidade brasileira como ferramenta ética, estética e estratégica nos processos de criação”, da Diane Lima, ou o “Influência online: menos intuição, mais ciência”, de Rodrigo Hecler e Tarcízio Silva? Show do Letuce, da Mahmundi ou do Siba? Filme sobre o Dominguinhos ou da morte de J.P. Cuenca? A programação do Festival Path é daquelas que fazem a gente ficar perdido entre tantas opções.

Criado em 2013, o Path chega à sua quarta edição neste fim de semana, em São Paulo. Na programação, 150 palestras, shows, documentários, exposições, feira de startups – tem food trucks também. Tudo acontece no bairro de Pinheiros, em lugares como Instituto Tomie Ohtake, Museu A CASA, Praça dos Omaguás, Teatro Cultura Inglesa, Centro Cultural Rio Verde etc. Ainda há ingressos, e vocês conseguem ver a programação completa aqui: www.festivalpath.com.br.

O festival surgiu depois de uma viagem que Fabio Seixas e Rafael Vettori fizeram ao SXSW (South By Southwest), em 2013. “Era a primeira vez que eu entrava em contato com aquele evento e fiquei fascinado pela sua extensão, variedade e potência”, lembra Rafael, que começou a vida profissional como advogado, foi ator, produtor de TV e cinema, diretor de atendimento em agência. Já Fabio foi diretor executivo da Conspiração Filmes, teve um projeto de documentários e cuidou de uma plataforma de encontros criativos hoje chamada PLUSPLUS!.

“Talvez o maior desafio do festival hoje seja difundir e sedimentar uma proposta ousada. Falamos tanto sobre o programa espacial brasileiro quanto sobre questões contemporâneas ligadas a gênero, ou ainda sobre soluções urbanas ou drones e impressão 3D. Não há nada que não caiba, é um evento de inovação e criatividade”, resume Rafael.

path Destacamos algumas palestras:

Makers e o futuro da inovação, com Gabriela Augustini, do Olabi Makerspace

Mais do que uma tecnologia, a internet em rede estimulou mudanças comportamentais e culturais que impactaram drasticamente a sociedade e que seguem em curso. Com a conexão partindo agora para os objetos e as possibilidades que a robótica e a internet das coisas trazem, uma nova série de oportunidades e desafios se abrem. A cultura maker está crescendo no mundo todo e já mostra que pequenos empreendimentos ou espaços informais podem ser grandes centros de inovação quando conhecimentos e ferramentas encontram os mais diversos tipos de pessoas.

Minha casa, my business, com Ana Sartori, André Visockis, Bruna Castro, Thais Marin e Vivian Lobato

De galeria de arte a espaço cutural, de coworking space a um recanto de antiguidades e peças de design. Num mercado cada vez mais criativo e inovador, pessoas que perceberam como a sua própria casa poderia gerar um negócio sustentável e abriram, literalmente, suas portas.

A revolução feminista na internet, com Juliana de Faria

Mulheres do país inteiro estão usando a plataforma para ampliarem suas vozes, de forma que suas reivindicações por direitos estão sendo ouvidas com mais força. De denúncias de violência de gênero a ações de empoderamento feminino em áreas majoritariamente masculinas, elas lutam por – e conquistam – uma nova forma de estar no mundo.

A morte da ordem, com Felipe Pissardo

A maneira como vemos as pessoas depende da maneira como as pessoas se veem e constroem sua identidade. É exatamente isso que esta mudando e por isso, a Box1824 desenvolveu uma pesquisa que convida você a discutir e refletir sobre o que estamos chamando de “A morte da ordem”. Vamos falar sobre um mundo mais aberto e flexível e do desejo da expansão da performance do ser humano através de 3 tendências mapeadas recentemente: Post Gender (Morte do Gênero) / Unclassed Consumption (Morte da Classe) / Youth Mode (Morte da Idade).

Como seguir criando moda num mundo que não precisa de mais roupas, com Mariana Pellicciari O contexto atual dos impactos causados pela indústria têxtil nos leva a entender que já temos roupas e tecidos de sobra no mundo. Então, o que podemos fazer com eles? Primeiro é preciso despertar um novo olhar para o que já existe. Tanto para quem usa como para quem cria, este painel busca mostrar soluções criativas e positivas para o cenário em que vivemos atualmente.

Storytelling no país das maravilhas, com Klasien van de Zandschulp

Como aplicar as narrativas digitais para atrair um público mais jovem? Como desenvolver experiências de usuário para o ‘país das maravilhas’ virtual? Aprenda como a tecnologia pode ser alavancada para contar histórias de uma forma mais expressiva. Neste bate-papo, Klasien irá mostrar a importância da otimização da experiência do usuário e da narrativa digital no universo virtual através de diversos cases, como o primeiro festival virtual intitulado ‘Zo niet, dan toch’, e a plataforma aberta de storytelling, ‘Flinck’. Torne-se melhor amigo de heróis do século XVII como Rembrandt van Rijn ao visitar uma exposição: seu smartphone é o seu ingresso para o ‘país das maravilhas’.

Afroempreendedorismo para atender uma demanda orfã no mercado: o Afroconsumo, com Adriana Barbosa, Fernando Montenegro, Helder Dias e Whellder Jesus

Alavancado pelo empoderamento intelectual e capital, juntamente com as políticas público-privadas de inclusão social, o comportamento de consumo dos afro-brasileiros teve uma mudança significativa na última década. O acesso a um repertório mais extenso, provocou um questionamento do papel das marcas nas relações com estes consumidores, culminando no surgimento de uma nova categoria, que tem exigido representatividade: o Afroconsumidor. Fazendo a leitura desse momento, com foco principal em suprir esta lacuna no relacionamento e à ascensão desta nova demanda desconsiderada pelo mercado tradicional brasileiro, desenvolveu-se o Afroempreendedorismo, que tem crescido economicamente nos últimos anos mesmo durante a crise e já pode ser considerado um novo nicho de mercado.