#ainternetqueagentequer: Rafa Cappai, da Espaçonave

20/07/2016 por

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De repente comecei a ouvir o nome da Rafa Cappai em vários lugares: no Instagram, no YouTube, na newsletter da amiga. Também passei a ler depoimentos de gente queria (oi, Buji!) sobre como conhecer a Rafa tinha mudado o rumo de seu trabalho, de sua empresa. Logo fui ver quem era ela, né? E passei a ler sua newsletter, apoiei o crowdfunding do seu livro, “Criativo e empreendedor, sim senhor!”, e fiquei de olho no que ela inventa por aí.

A Rafa é atriz, bailarina, comunicadora e empreendedora criativa. Isso tudo mesmo. E seu objetivo de vida é ajudar as pessoas a tirarem ideias do papel e a viverem uma vida com  mais significado. Para isso, uma vez por ano ela dá o curso Decola Lab. Durante todo o resto do tempo, disponibiliza vários conteúdos gratuitamente.

Vamos ver o que ela pensa sobre a internet que a gente quer? :-)

#ainternetqueagentequer por Rafa Cappai, da Espaçonave

A internet que eu quero é diversa. E inclusiva. Um espelho dos milhões (ou seriam bilhões) de jeitos de ser e de viver que o mundo e a humanidade contém Existe no mundo? Tem que estar na Internet. Mas não só estar. Tem que estar e poder ser. Merecer respeito. Aceitação. Porque a internet que eu quero aceita o que é diferente. Na verdade, ela é o espaço da diferença. Ela é a vitrine da pluralidade. Da troca, do conhecer e estudar aquilo que está fora de mim (mas que também está dentro). A internet que eu quero gosta da diferença. Ela prospera com a diferença. E, por isso mesmo, a Internet que eu quero é também um ambiente de empoderamento pessoal. Um espaço – seguro – do exercício da autenticidade. Do que é humano. Do que é vulnerável. Do que é espontâneo. De ser quem a gente é. E de ser milhões de jeitos diferentes. A Internet que eu quero é lugar de expressão pessoal criativa. Seja ela qual for. De tocar o mundo ao nosso redor a partir das nossas ideias, sonhos e histórias. A Internet que eu quero é humanizada. É empática. Onde cada vez mais cabe aos humanos aquilo que é o seu melhor papel, que é ser humano. E é por isso que a internet que eu quero respeita o tempo de cada um. Porque a internet que eu quero quer que eu a use, do jeito que for bom pra mim. No meu tempo. No meu ritmo. E eu quero pausas, respiros. E eu quero poder não querer a Internet, mesmo que seja a que eu quero, de vez em quando. A Internet que eu quero é também espaço de educação e conhecimento. De crescimento. De aprendizado. De ensinar e aprender, tudo ao mesmo tempo. E de trocas significativas. Inclusive comerciais. A internet que eu quero é lugar do propósito e do significado. Da busca interna. De criar conexões. Com a gente mesmo e com o mundo, lá fora. A internet que eu quero é um lugar de encontrar iguais e se sentir acolhido. Mas também um lugar de conhecer diferentes e se sentir estimulado. Pra sacar que o mundo vai muito além da nossa própria porteira. A internet que eu quero me deixa abrir comportas que eu nem sabia que existiam. E vai continuar me surpreendendo sempre.

Como eu batalho pra ela acontecer? Através do meu trabalho, principalmente. Buscando ser cada vez mais quem eu sou e ajudando as pessoas a serem também quem já são. Estimulando que expressem seus talentos e histórias usando a Internet como meio de chegar do outro lado, impactando o mundo à sua volta, mas não apenas. Faço isso também adicionando autenticidade e propósito no mundos dos negócios. Trazendo o que é do feminino para universos, à princípio, tão masculinos, como o mundo dos negócio, do marketing, da carreira. Mostrando que a intuição pode ser método, que o afeto pode ser meio. Faço isso também criando conteúdo relevante, que não só toque, mas também eduque. Ensine, mas inspire. Mas também não criando conteúdo demais. Me permitindo ficar calada e apenas ouvir. Preservando o cuidado ao que é humano. Mostrando pra pessoas que o jeito delas é o jeito certo e que na verdade, não há jeito certo em fazer as coisas. Que trocas reais existem na Internet e para além dela. E que parte dessas trocas podem ser comerciais. De gente pra gente. Eu faço isso, acho que diariamente, me perguntando se o jeito que eu faço o meu trabalho dá pezinho pra pessoas ou se faz elas se sentirem mal consigo mesmas. Enquanto eu estiver dando pezinho, acho que estou contribuindo para uma Internet, e um mundo mais legal. Que é o que eu quero.

Quem já passou por aqui:

Gui Poulain, do Moldando Afeto

Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, do 65/10

Carol T. Moré, do Follow the Colours

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning

A internet que a gente quer: Gui Poulain, do Moldando Afeto

13/07/2016 por

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O Gui Poulain é uma dessas presenças que deixa a internet (e a vida) mais doce. Literamente. Em 2010 ele criou o Moldando Afeto, um blog onde divide suas receitas culinárias que só de olhar a gente fica feliz – imagina comer? (E a gente já teve esse privilégio, lembro até hoje do chocolate com pitadas de sal que a gente devorou na casa da Lu). É no site também onde também escreve suas emocionantes Cartas Amarelas (que viraram um livro lindíssimo), ilustra receitas com mais um de seus talentos (desenho) e divulga sua participação na série “O chef e a chata”, no YouTube, ao lado da blogueira Lu Ferreira.

Acompanhem esse rapaz mineiro apaixonado por Paris e pelas belezas da vida (@guipoulain). Sua internet, sem dúvida, vai ficar muito mais saborosa.

Vamos ver o que ele tem a falar sobre a internet, aliás? :-)

#ainternetqueagentequer: Gui Poulain, do Moldando Afeto

Gosto da simplicidade. É meio clichê dizer e querer isso. Mas é isso que quero tanto pra vida quanto pra internet. Somos soterrados de informações, notificações e acabamos dando um outro sentido pra palavra urgência: tudo é realmente urgente? A sensação é que sim, a realidade é que não. Essa coisa de ter o telefone grudado a você a todo momento me faz pensar numa coisa: enquanto ele está ali, ligado o tempo todo, você pertence ao mundo. Mas não pertence a si mesmo. Queria uma internet sem notificações, sem avisos se já li mensagens ou não. Adoraria mais ainda: sem tantos views ou likes que tanto alimentam ansiedades e a busca constante por saber se é amado ou não. Em que eu respeite o tempo das pessoas em me responder e que elas respeitem o meu. Que o conteúdo compartilhado seja menos em quantidade, menos em listas e mais em qualidade. Adoraria ainda uma internet mais gentil. Em que as pessoas propaguem menos ódio, que as diferenças de pensamentos se agreguem pra um conhecimento maior. A internet veio pra trazer pra gente informação, pra nos ajudar a comunicar, pra fazer também que cada um de nós tenha voz por aí. E isso tudo é maravilhoso. Tento, aqui do meu canto, propagar em ações um pouco do que quero pra internet: gosto de responder a todos os e-mails e comentários, a meu tempo, sendo gentil; gosto de postar só o que faz abrir um sorriso ou o que acho que é importante pra fazer do mundo um lugar melhor; gosto que minhas receitas tenham história e que sejam testadas pra funcionar sempre; escrevo aquilo que me inspira. Simplicidade traz de brinde leveza. Que tempo seja mais do que dinheiro, que tempo seja sempre vida.

Quem já passou por aqui:

Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, do 65/10

Carol T. Moré, do Follow the Colours

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning

A internet que a gente quer: Thaís, Larissa e Maria, do 65/10

06/07/2016 por

6510

A 65/10 surgiu de um desejo: de melhorar a representação das mulheres na publicidade, tanto nas campanhas quanto dentro das agências. Pra fazer isso, as sócias Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães atuam como consultoras. E também fazem reports maravilhosos, como A revolução delas, sobre o novo comportamento das mulheres brasileiras. Elas também perguntam a mulheres qual conselho elas dariam a uma versão mais jovem de si mesmas (eu já respondi!) e mantém um grupo super ativo no Facebook para discutir boas iniciativas – e as péssimas também.

A gente adora o trabalho delas, então nada mais natural do que fazer nossa famosa pergunta, né?

Leiam abaixo a resposta! :-)

#ainternetqueagentequer por Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, da consultoria 65/10

Às vezes a gente se pega pensando em como seria incrível que na internet a gente não fosse racista, homofóbico, injusto de todas as formas possíveis. Gostaríamos que nela, a gente encontrasse um mundo em que não nos sentíssemos inseguras ao postar algo pessoal, sobre nossos corpos, sobre nossa aparência. Imaginamos como seria um espaço bonito e democrático se não houvesse tanto ódio, tanta vontade de botar outras pessoas para baixo e julgamentos norteados por estereótipos.

Mas a internet é um espelho da nossa sociedade. E como espelho funciona fielmente mostrando nossas virtudes e nossos defeitos. Para que a internet que a gente quer exista, precisamos antes que a sociedade que queremos exista também.

Por isso, desejamos para a internet tudo que desejamos para nossa sociedade: um mundo democrático, livre, sem amarras, onde cada um cuida da sua vida sem julgar a vida dos outros. Queremos uma internet laica, colorida, sem hashtags, palavras e/ou mamilos censurados. Um lugar lindo pra quem reza e para quem não acredita em reza. Um lugar que dê para a moça que escreve bem o mesmo espaço de quem pode pagar para “patrocinar” posts. Um espaço em que ninguém nos diga com que roupa devemos ir ou que tal site não é lugar de “mulher de respeito”. Um palco em que nossa voz não seja mais ouvida do as vozes de outras mulheres que não tiveram a mesma educação, família, cor da pele que nós.

Nós sabemos que não vamos conseguir isso tudo sozinhas. Buscamos nos amigos e na própria internet, gente que melhore nossa visão de mundo, nos mostre soluções, que nos inspire e que nos faça ter mais força de vontade. Por eles – e por nós, claro – tentamos melhorar o mundo ao nosso redor, discutir, aprender com quem nos inspira, entender e dialogar quem nos condena. Tentamos falar e fazer da nossa voz palco para outras pessoas que não só nós mesmas.

Para buscar o mundo que queremos, sabemos que não podemos nos fechar, tentamos sempre nos abrir para conseguir enxergar o que os privilégios que tivemos ao longo da vida tentaram tornar invisíveis.

Quem já passou por aqui:

Carol T. Moré, do Follow the Colours

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning

Contente apresenta: @vailaRIO!

30/06/2016 por

www.instagram.com/vailario/

O #vailá, nosso guia de escolhas conscientes nas cidades, está crescendo e, para a nossa alegria, agora também estamos no Rio de Janeiro! A cidade é cheia de iniciativas incríveis que estão sendo mapeadas lindamente pela colaboradora do projeto no Rio, Luiza Portella, carioca e publicitária recém-formada em design para sustentabilidade no Gaia Education.

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Em todos os posts do projeto, nos guiamos pelos valores:

#1 | Fazer escolhas conscientes

#2 | Experimentar fazer à mão

#3 | Viver além do consumo

#4 | Reencontrar nossas raízes brasileiras

#5 | Apoiar o desenvolvimento local

#6 | Mostrar opções veganas

#7 | Produzir menos lixo

#8 | Descobrir de onde vêm as coisas

Além disso, os seguidores também podem compartilhar suas dicas com a hashtag #vailaRIO.

Quem administra o projeto dá a cara e a vida ao conteúdo, por isso entrevistamos a Luiza para vocês verem como estão em boas mãos :-)

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Como você começou a ter uma vida mais voltada para escolhas conscientes?

Eu sempre fui sensibilidade em pessoa. Tudo que está fora sempre machucou aqui dentro e por isso tinha uma inquietação e um desejo enormes de transformar tudo que julgava não estar certo à minha volta. E de uma forma ou de outra é fácil julgar e tentar mudar o que está fora da gente. Traz uma falsa sensação de que a responsabilidade está no outro e blinda a gente de trazer a responsabilidade para nós. Por isso a mudança só aconteceu quando parei de tentar mudar fora o que precisava primeiro mudar dentro. E a transformação só acontece de verdade quando é de dentro pra fora, quando é radical – não no senso comum, mas na origem da palavra – quando vem da raiz. Tinha (e ainda tenho) muitos deveres de casa.

Quando temos maior consciência de si, não tem como continuar colocando pra dentro – literalmente – o que não faz sentido ou não está bom do lado de fora. O nosso corpo pede cuidado e a busca por uma alimentação mais saudável, orgânica, sem agrotóxico, transgênicos, aditivos químicos etc passa a ser uma necessidade. Assim como a busca por uma alimentação que priorize as opções vegetarianas e veganas. Quando se toma conhecimento, por exemplo, de todas as externalidades da agropecuária no Brasil (desmatamento, alto consumo/desperdício de água, emissão de gás metano), fica cada vez mais difícil continuar alimentando esse tipo de escolha.

E quando tomamos consciência também que as nossas escolhas têm consequências e que não existe essa separação do que está dentro e o que está fora, que estamos em simbiose, naturalmente surge a necessidade de cuidar do outro e do meio ambiente, até porque cuidar do outro é cuidar de si.

Quais filmes e livros te ajudaram no caminho?

O que me ajudou mesmo foi o que aprendi em encontros com pessoas especiais, dessas que vivem suas verdades e despertam esse desejo de acessar a nossa. As pessoas que mais me marcaram foram as que eu tive contato em cursos, em especial o do Gaia Education, que foi um divisor de águas. As experiências em ecovilas (Piracanga e Terra Una) também foram transformadoras. Acompanhar todo o ciclo dos alimentos e me conectar do plantio à produção foi o ponto de partida para repensar a minha alimentação. Para os curiosos que querem entender como funcionam as ecovilas, vale assistir o documentário Ecovilas Brasil, que é bem fiel ao retratar a vida em comunidades e co-livings.

Também indico algumas referências de leitura:

  • Comunicação Não-Violenta (Marshall Rosemberg) – Mostra a importância e a necessidade de nos responsabilizarmos por nossas escolhas e sentimentos, e como isso impacta na consciência de si e do outro. E talvez essa seja a base para construção de uma nova sociedade.

  • Todos os livros e vídeos que abordam os temas da Teoria de Gaia e da Ecologia Profunda (James Lovelock, Joanna Macy, Dr Stephan Harding e John Croft) apresentam um novo paradigma de sociedade, que tem como essência a nossa interdependência com a natureza, com Gaia, que é mais um olhar para o mesmo tema.

  • Encíclica do Papa Francisco – Sobre sustentabilidade, também traz mais uma visão, ao tirar a crença que a natureza deve ser submetida ao domínio arbitrário do homem e reforçar que todos os seres são manifestação de amor, resgatando São Francisco de Assis como um exemplo de contemplação e conexão com a natureza. Vale a leitura, principalmente para os católicos.
  • “A Canção da Terra”, do Gaia Education – O livro traz a reflexão e teoria de como construir as mudanças necessárias para uma vida mais sustentável em nossas comunidades, a partir de uma visão inovadora do mundo, que junta o olhar e aprendizados de várias culturas. A versão em português do livro está em projeto de crowdfunding, vale a leitura e o apoio ao projeto.
  • Reinventing Organizations (Frederic Laloux) – Traz uma pesquisa sobre os modelos de organização para cada estágio de consciência da humanidade, e indica como algumas empresas bem sucedidas já se adaptaram a esse novo paradigma. Uma leitura transformadora para quem deseja trazer consciência para as empresas.

Como você acha que dá pra conquistar cada vez mais gente pra esse estilo de vida?

Nunca estivemos tão conectados e com tanto acesso a informação, e a consciência vem quando adquirimos conhecimento e temos um contato mais próximo com esse estilo de vida. A comunicação aproxima as pessoas e tem um papel fundamental para quebrar algumas crenças, como a inexistência de estilos de vida alternativos ou de que as opções mais conscientes são poucas, complicadas, sem graça ou inacessíveis. Além disso, acredito que nossas experiências nos transformam. Por isso o contato com pessoas que vivem esse estilo de vida aproxima, cria empatia e traz clareza para as nossas escolhas.

Conta um pouco da sua experiência na Gaia Education?

Aprendi no Gaia que toda a crise ambiental reflete a crise da humanidade, que vem da desconexão com a natureza e da perda do senso de comunidade. O curso busca resgatar a nossa relação de simbiose com a natureza e trabalha o conceito de sustentabilidade como um todo, desde a sua raiz, começando pela sustentabilidade do ser. O primeiro módulo – o social – trabalha a nossa interdependência, fortalece a relação, saindo do modelo de competição para a cooperação, colaboração, resiliência e ganha-ganha. O módulo econômico traz consciência para as externalidades da produção linear e em grande escala e mostra a necessidade de uma economia circular, que reaproveita, reduz, recicla e ressignifica a produção e o consumo. Também provoca reflexão sobre a nossa relação com o dinheiro por meio de novos valores e modelos de troca. O módulo ecológico traz teoria e prática de alguns conceitos de permacultura, como agrofloresta, compostagem, bioconstrução, captação de água da chuva etc. E também provoca reflexão da nossa relação com o lixo/resíduo e como podemos transformá-lo em recurso. Por último, o Gaia trabalha espiritualidade, trazendo diferentes visões de mundo: da física quântica, ao zen budismo e à espiritualidade indígena.

Mais do que teorias, o curso trabalha todos esses conceitos (e muitos outros) na prática, por meio da relação e da troca dentro dos grupos de estudo, com a prática de holocracia, comunicação não-violenta e escuta profunda. O estágio em ecovilas, que também faz parte do curso, traz ainda mais para a prática a experiência de vida em comunidade. E por isso o curso Design para Sustentabilidade do Gaia Education tem como objetivo formar designers que vão construir essa forma de viver e de se relacionar em sociedade. É preciso ter coragem – também na origem da sua palavra – que é viver com o coração. E o Gaia é exatamente sobre isso: sobre como se relacionar de coração a coração.

O que você espera fazer no @vailaRIO?

Vejo no projeto uma forma de mostrar que existem alternativas mais positivas para o nosso dia a dia. Assim que fiz o Gaia comecei a rever as minhas escolhas e a buscar experiências, restaurantes, produtos e produtores que estão em linha com esses valores. Da mesma forma que eu sigo buscando essas referências, penso que outras pessoas também podem estar. E porque caminhar sozinha se podemos fazer isso juntos? E é uma felicidade dar mais visibilidade e potencializar a comunidade que está transformando a nossa relação com a cidade, seja através da produção de produtos/alimentos que se preocupam em fechar o ciclo, seja através de eventos, espaços que promovem a reflexão e cuidado com o meio ambiente. Acredito que a vocação do @vailaRIO é ser essa ponte entre os cariocas que buscam escolhas mais conscientes com os cariocas agentes de transformação. O canal também tem o objetivo de ampliar a consciência sobre nossas escolhas. É importante conhecermos as consequências dos nossos atos.

A consciência gera responsabilidade, mas traz principalmente liberdade para as nossas escolhas. E o lado positivo desse conhecimento é saber que podemos apoiar e fortalecer o que queremos ver frutificar na sociedade. Cabe a cada um escolher o que deseja apoiar.

A internet que a gente quer: Carol T. Moré, do Follow the Colours

29/06/2016 por

carol

A Carol T. Moré é uma dessas pessoas que diariamente constrói a internet, fazendo um conteúdo pop sobre arte, design, decoração, gastronomia e viagens, além de tatuagem, que parece ser um hit entre seus leitores. É ela quem comanda o Follow the Colours, site que se expandiu e conta com uma rede de colaboradores, além de ter virado uma loja online também.

Com toda essa experiência, como será que ela responde à pergunta: como é a internet que você quer?

Leiam abaixo a resposta! :-)

#ainternetqueagentequer por Carol T. Moré, do Follow the Colours

Eu ando pensando muito nisso, porque uma das coisas que mais me choca ultimamente são os comentários. Eu procuro sempre por uma internet mais “do bem”. Por notícias boas, coisas que inspiram, novidades bacanas, iniciativas que fazem o coração pulsar, conexões que acrescentam algo no nosso dia a dia. Se algo não me agrada ou eu não concordo, não saio falando tudo o que me vêem a cabeça como muitas pessoas fazem. Há de se ter respeito por toda opinião, porque a gente nunca sabe o que o outro pode ter passado ou está passando. Muita gente se esquece que por trás de uma tela ou de um avatar nas redes sociais existe uma pessoa com sentimentos e emoções.

O que poderia ser utilizado para nos ajudar a explorar novos horizontes, ter visões diferentes das nossas e abrir a cabeça, está se mostrando de maneira errada e muitas vezes abusiva. Acredito que a internet veio pra somar, pra ser algo bom, pra encurtar distâncias, te fazer viajar, para você aprender, se inspirar.

Profissionalmente falando, eu queria que a internet fosse mais focada em qualidade e não tanto em quantidade, números, cliques. Hoje, muita coisa de resume a isso e eu não acredito ser só assim. Há inúmeras iniciativas bacanas que mostram isso e é junto com eles que quero estar. A gente também está aprendendo com todo esse movimento online e parece não existir espaço para erros. Existem medos e falhas, sim. Vamos combinar? A vida não é perfeita que nem se mostra no Instagram. Portanto a internet seria melhor se ela fosse mais humanizada, porque ela é feita por pessoas e é para as pessoas. A gente deveria se preocupar mais com o impacto que aquilo pode ter na vida de alguém e não com o tanto de likes que recebe.

Pode soar ingênuo, mas eu quero uma internet onde as pessoas que tem afinidade se ajudem e se respeitem, onde o trabalho de cada um seja valorizado. Eu ainda acredito que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

 Acredito que o meu projeto exista para inspirar as pessoas e dizer: “ei, existem novos caminhos na arte, no design, cultura, decoração, tecnologia, gastronomia e viagens, que tal se informar de uma maneira descolada, sem amarras e tentar?”. Existem alternativas diferentes, artistas maravilhosos e talentosos por aí, projetos e inovações de gente que dá duro para crescer.

Eu tento fazer tudo com bastante transparência, amor e com o objetivo de estimular as pessoas através de um conteúdo informativo e divertido. Se posto uma tendência, não é ditando moda, mas sim, querendo mostrar que aquilo pode sim, te dar um caminho caso você queira tentar. Sempre tomo cuidado também com as fontes das matérias, ao dar créditos, em entrevistar novos artistas, dar espaço aos que estão começando, em fazer fotos interessantes, expor ideias e pessoas que merecem divulgação. 

Acho que o FTC fala justamente sobre isso. Sobre essa troca, com pessoas, ideias e leitores tão interessantes como os projetos de vocês. =) 

Quem já passou por aqui:

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha