A volta da revista Bravo

24/08/2016 por

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Em 2013 a editora Abril anunciou o fim da revista Bravo. Na mesma leva, foram encerradas a Gloss, a Alfa e a Lola. Cada novidade dessas é uma má notícia para o jornalismo, para o mercado – e significa menos oportunidade para quem já atua e, principalmente, pra quem ainda vai chegar. Mas sempre gosto de lembrar que, por outro lado, surgem iniciativas independentes que oxigenam esse mesmo jornalismo que dizem estar respirando por aparelhos (falamos sobre isso no texto O jornalismo para além da crise).

Foi com entusiasmo, portanto, que recebi a notícia de que a Bravo! voltou. Três anos depois, um grupo de profissionais independentes conseguiu licenciar a marca e colocar de pé a nova versão do principal título de cultura do país, agora com mais foco em internet. Uma alegria para quem gosta de bons textos e reflexões sobre arte, música, literatura. 

Na plataforma digital bravo.vc, os publishers trabalham com o conceito de temporada. A primeira, chamada Incertitude, é dividida em episódios com duração total de três meses. O primeiro episódio versa sobre Inhotim, o centro de arte contemporânea localizado em Minas Gerais que completa dez anos em 2016. A ideia é ter edições impressas eventualmente, viabilizada por patrocínio. Nas redes sociais, a Bravo! faz conteúdo diário, focado em agenda.

Conversei com o jornalista Guilherme Werneck sobre a iniciativa.

Como veio a ideia de retomar a publicação da Bravo? E como vocês se organizaram pra tirar isso do papel?

Quem começou tudo foi a Helena Bagnoli, que conseguiu licenciar a marca da Abril e me chamou pra ser sócio dela essa aventura. Foi no fim do ano passado. Junto com o Henk Nieman, nosso diretor visual, começamos a pensar como seria essa volta. A gente tava quebrando a cabeça pra achar um jeito de voltar com a Bravo que fizesse sentido hoje, sem desconsiderar a história maravilhosa da revista. Foi aí que quase por acaso a gente se conectou com o Peéle Lemos e a a Yentl Delanhesi. Nós cinco juntos chegamos a esse formato que ela tem hoje, com uma temporada temática de 3 meses, composta por 6 episódios que são dossiês multimídia, lançados a cada 15 dias.

A internet tem um papel fundamental nessa nova fase. Conta como vocês estruturaram o projeto?

A gente não queria nem fazer um blog de cultura, nem um site noticioso. A Bravo! pressupõe profundidade, textos longos, apuro estético. Daí pensamos em trabalhar em camadas. A primeira é essa das temporadas, nossa aposta para o que seria uma revista nos tempos digitais. E a camada mais densa. Ao lado dela, teremos edições impressas, lançadas quando fizer sentido e vendidas pelo site. Queremos fazer a primeira ao fim dessa temporada zero, que tem o nome de incertitude. Como a gente não quer nadar contra o inevitável, apostamos no Facebook como plataforma para escrever coisas mais quentes. Aí vamos trabalhar de três formas: produzindo conteúdo só pro Facebook, replicando diretamente postagens de artistas e curando diariamente o que sai de relevante em arte e cultura, sob a ótica da Bravo!.

Em uma internet cada vez mais acelerada, o que os fez decidir por textos grandes e longas imersões?

A gente não queria fazer mais do mesmo. Nem ser pautado pela lógica do Vale do Silício, que tem provado ser muito pouco eficaz para bancar o jornalismo, e aí democraticamente essa lógica tem destruído que faz conteúdo bom e quem só copia. Por isso apostar no que pouca gente está fazendo, mirando num nicho de quem ama cultura e arte. E quem ama arte sabe que boa informação não é perda de tempo. Para falar com essa comunidade, apostamos no conteúdo gratuito no digital. Uma característica da nova Bravo! é buscar inclusão pela qualidade. Quando a gente vê valor em alguma coisa, encontra tempo pra degustá-la.

Comercialmente, como colocaram de pé o projeto? Pensam em cobrar pelo material on-line?

A gente começou na cara e na coragem. Estruturou um plano diferente de negócios, mais próximos das marcas, mantendo a integridade do jornalismo. É uma aposta. Hoje está alinhada ao discurso de muitas marcas. Temos fé que vamos conseguir aliar discurso e prática. A ideia é criar junto, não entregar um espaço pra logo ou para um banner que ninguém clica. A entrada do Spotify no episódio de Inhotim aponta esse caminho. Gostamos de pensar que a arte é um dos caminhos mais bonitos de inclusão social e cultural e que a Bravo! tem a capacidade de ser protagonista nessa inclusão, o que tem valor. Não dá pra incluir ninguém colocando uma barreira monetária. As marcas que compartilharem dessa visão vão saber trabalhar com a gente e ajudar nesse processo tão necessário para um país como o Brasil.

Quais as vontades mais absurdas que vocês têm para o futuro da Bravo?

São muitas, mas não vou dar spoiler. Basta dizer que a gente não pensa só na produção jornalística para abarcar todas as nossas ambições. Se você viu Austin Powers sabe do que estou falando, kkkk.

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A internet que a gente quer: Juliana Cunha, do Já Matei por Menos

22/08/2016 por

cunha

Juliana Cunha é jornalista e escritora. Com seu Já matei por menos, fornece desde 2002 um vasto material sobre comportamento humano. Seus textos são afiados, precisos, fogem do lugar comum – e, algumas vezes, causam polêmica. Gosto demais do fato de que ela praticamente liga o foda-se e escreve em um fluxo muito corajoso, fora do lugar comum. Não são poucas as vezes em que a gente termina de ler e solta um “é exatamente isso que eu penso (só não tinha me dado conta ainda)”.

Quando li a resposta dela para esta seção, quis dar um abraço e ir pra mesa de bar conversar mais. Foi, até agora, a mais completa tradução do que eu também penso sobre os rumos que a internet tem tomado ultimamente.

#ainternetqueagentequer por Juliana Cunha

A internet que eu quero talvez tenha existido por um breve período no começo dos anos 2000, talvez seja só saudosismo e projeção da minha parte. Ela é antes um escape da vida do que uma intensificação dos problemas da vida. É o lugar onde você conversa com estranhos, inventa nomes, compartilha arquivos, brinca de cronista em blogs. É um lugar onde grana, contatos, poder e beleza importam menos, e não mais do que na vidinha. Ela tem um espírito mais anárquico e contra as empresas e menos vigilante e contra as pessoas. Na internet que eu quero, ninguém escava tuítes e textos de blogs de dez anos atrás para desmoralizar um desafeto. As pessoas se juntam contra empresas e derrubam a indústria da música download por download, não contra o inimigo da semana e “descobrem” que, em 2012, uma atleta que hoje é simpática ao PSOL fez um comentário maldoso sobre um BBB transsexual, numa época em que a discussão sobre transfobia não era popularizada, ninguém tinha ouvido falar em passabilidade e a moça talvez fosse outra pessoa. É um ambiente de menos fechação, lacração, exibição e de mais discussão. Um lugar meio mal visto. Nele a gente admira as pessoas menos por suas habilidades como “entertainers” e mais por seus conhecimentos e ideias originais. É um lugar que te ajuda a ver as pessoas como multifacetadas, e não como ainda mais chapadas do que na “vida real” (era ótimo quando a gente podia falar isso sem aspas, porque havia de fato uma separação entre essas duas dimensões). É um lugar menos disperso também, um lugar em que a nossa atenção é menos commodity. Um lugar onde éramos menos produto e mais agentes. Não produtores no sentido de postarmos nossas fotos, fazermos nossos vídeos. Isso não é criar nada, necessariamente. Quando você usa uma rede social criada para postar fotos de comida, viagem e barriga negativa e posta fotos de comida, viagem e barriga negativa, você não está criando nada, está apenas gerando mais volume de dados em um molde concebido por publicitários em uma sala. Se você posta exatamente o que os idealizadores de uma plataforma planejaram que você postasse, isso não é criação de nada. Um exemplo que foge disso é a instituição brasileira do textão de Facebook. Isso sim é criação nossa. Pegamos uma rede social feita para esfregar seu anel de noivado na cara das colegas de escola e transformamos em um espaço de debate da sociedade. Para ser criação de verdade, um conteúdo precisa ser levemente inadequado àquela plataforma. A internet que eu quero é, em suma, uma internet menos parecida com briga de escola e televisão ruim, menos benéfica aos interesses de empresas e menos reprodutora de privilégios.

Quem já passou por aqui:

Juliana Gomes, do Leia Mulheres

Rafa Cappai, da Espaçonave

Gui Poulain, do Moldando Afeto

Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, do 65/10

Carol T. Moré, do Follow the Colours

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning

A internet que a gente quer: Juliana Gomes, do Leia Mulheres

19/08/2016 por

leia

O projeto Leia Mulheres “estimula a leitura, o debate e a divulgação de livros escritos por mulheres, a partir da organização de clubes de leitura e de eventos sobre literatura em livrarias, centros culturais e bibliotecas. A ideia de que produção literária de mulheres precisa ser mais divulgada se deve ao fato de que apesar das listas de títulos mais vendidos apresentem uma quantidade expressiva de autoras, eventos literários de prestígio, como a Festa Literária Internacional de Paraty, teve apenas duas escritoras homenageadas em 14 edições. Prêmios literários tradicionais como Nobel, em 114 anos, agraciaram apenas 14 escritoras.”

Precisamos mudar isso, né? Gostamos demais da ideia, e fomos perguntar para às mulheres que organizam a iniciativa em São Paulo como é a internet que elas querem construir.

#ainternetqueagentequer por Juliana Gomes, do Leia Mulheres

Em 2014, Joanna Walsh lançou a #readwomen. Tiveram blogs, Tumblrs, conversas e promessas editoriais ao redor do mundo. Mas em 2015 a ideia parecia ter esfriado e resolvi recriar isso em solo brasileiro com o #leiamulheres. Chamei duas amigas, a Michelle Henriques e a Juliana Leuenroth, e a ideia cresceu na internet. O que era para ser um clube de leitura presencial em São Paulo, acabou tornando-se nacional.

A internet que eu quero é essa, um meio de propagação de ações que consigam unir boas ideias com pessoas bacanas. A internet é um canal. E o canal que eu almejo é feminista, igualitário e ao mesmo tempo é plural. 

Porque a internet que eu quero é a multicultural, multidisciplinar, multidão que é indíviduo e o respeita como único com sua voz e perseverança. A internet que eu quero traz a pluralidade aos olhos da criança. A internet que eu quero é instrumento para novos rumos de futuro, ponte para educação de melhor qualidade e para uma país mais justo.

A internet que eu quero é conteúdo e prega a igualdade de gêneros através do conhecimento e da vivência integrada. Porque a internet que eu quero é a internet que podemos dizer mais nós em vez de eu!

Quem já passou por aqui:

Rafa Cappai, da Espaçonave

Gui Poulain, do Moldando Afeto

Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, do 65/10

Carol T. Moré, do Follow the Colours

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning

#ainternetqueagentequer: Rafa Cappai, da Espaçonave

20/07/2016 por

A Internet que a Gente Quer _ Template

De repente comecei a ouvir o nome da Rafa Cappai em vários lugares: no Instagram, no YouTube, na newsletter da amiga. Também passei a ler depoimentos de gente queria (oi, Buji!) sobre como conhecer a Rafa tinha mudado o rumo de seu trabalho, de sua empresa. Logo fui ver quem era ela, né? E passei a ler sua newsletter, apoiei o crowdfunding do seu livro, “Criativo e empreendedor, sim senhor!”, e fiquei de olho no que ela inventa por aí.

A Rafa é atriz, bailarina, comunicadora e empreendedora criativa. Isso tudo mesmo. E seu objetivo de vida é ajudar as pessoas a tirarem ideias do papel e a viverem uma vida com  mais significado. Para isso, uma vez por ano ela dá o curso Decola Lab. Durante todo o resto do tempo, disponibiliza vários conteúdos gratuitamente.

Vamos ver o que ela pensa sobre a internet que a gente quer? :-)

#ainternetqueagentequer por Rafa Cappai, da Espaçonave

A internet que eu quero é diversa. E inclusiva. Um espelho dos milhões (ou seriam bilhões) de jeitos de ser e de viver que o mundo e a humanidade contém Existe no mundo? Tem que estar na Internet. Mas não só estar. Tem que estar e poder ser. Merecer respeito. Aceitação. Porque a internet que eu quero aceita o que é diferente. Na verdade, ela é o espaço da diferença. Ela é a vitrine da pluralidade. Da troca, do conhecer e estudar aquilo que está fora de mim (mas que também está dentro). A internet que eu quero gosta da diferença. Ela prospera com a diferença. E, por isso mesmo, a Internet que eu quero é também um ambiente de empoderamento pessoal. Um espaço – seguro – do exercício da autenticidade. Do que é humano. Do que é vulnerável. Do que é espontâneo. De ser quem a gente é. E de ser milhões de jeitos diferentes. A Internet que eu quero é lugar de expressão pessoal criativa. Seja ela qual for. De tocar o mundo ao nosso redor a partir das nossas ideias, sonhos e histórias. A Internet que eu quero é humanizada. É empática. Onde cada vez mais cabe aos humanos aquilo que é o seu melhor papel, que é ser humano. E é por isso que a internet que eu quero respeita o tempo de cada um. Porque a internet que eu quero quer que eu a use, do jeito que for bom pra mim. No meu tempo. No meu ritmo. E eu quero pausas, respiros. E eu quero poder não querer a Internet, mesmo que seja a que eu quero, de vez em quando. A Internet que eu quero é também espaço de educação e conhecimento. De crescimento. De aprendizado. De ensinar e aprender, tudo ao mesmo tempo. E de trocas significativas. Inclusive comerciais. A internet que eu quero é lugar do propósito e do significado. Da busca interna. De criar conexões. Com a gente mesmo e com o mundo, lá fora. A internet que eu quero é um lugar de encontrar iguais e se sentir acolhido. Mas também um lugar de conhecer diferentes e se sentir estimulado. Pra sacar que o mundo vai muito além da nossa própria porteira. A internet que eu quero me deixa abrir comportas que eu nem sabia que existiam. E vai continuar me surpreendendo sempre.

Como eu batalho pra ela acontecer? Através do meu trabalho, principalmente. Buscando ser cada vez mais quem eu sou e ajudando as pessoas a serem também quem já são. Estimulando que expressem seus talentos e histórias usando a Internet como meio de chegar do outro lado, impactando o mundo à sua volta, mas não apenas. Faço isso também adicionando autenticidade e propósito no mundos dos negócios. Trazendo o que é do feminino para universos, à princípio, tão masculinos, como o mundo dos negócio, do marketing, da carreira. Mostrando que a intuição pode ser método, que o afeto pode ser meio. Faço isso também criando conteúdo relevante, que não só toque, mas também eduque. Ensine, mas inspire. Mas também não criando conteúdo demais. Me permitindo ficar calada e apenas ouvir. Preservando o cuidado ao que é humano. Mostrando pra pessoas que o jeito delas é o jeito certo e que na verdade, não há jeito certo em fazer as coisas. Que trocas reais existem na Internet e para além dela. E que parte dessas trocas podem ser comerciais. De gente pra gente. Eu faço isso, acho que diariamente, me perguntando se o jeito que eu faço o meu trabalho dá pezinho pra pessoas ou se faz elas se sentirem mal consigo mesmas. Enquanto eu estiver dando pezinho, acho que estou contribuindo para uma Internet, e um mundo mais legal. Que é o que eu quero.

Quem já passou por aqui:

Gui Poulain, do Moldando Afeto

Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, do 65/10

Carol T. Moré, do Follow the Colours

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning

A internet que a gente quer: Gui Poulain, do Moldando Afeto

13/07/2016 por

A Internet que a Gente Quer _ Template

O Gui Poulain é uma dessas presenças que deixa a internet (e a vida) mais doce. Literamente. Em 2010 ele criou o Moldando Afeto, um blog onde divide suas receitas culinárias que só de olhar a gente fica feliz – imagina comer? (E a gente já teve esse privilégio, lembro até hoje do chocolate com pitadas de sal que a gente devorou na casa da Lu). É no site também onde também escreve suas emocionantes Cartas Amarelas (que viraram um livro lindíssimo), ilustra receitas com mais um de seus talentos (desenho) e divulga sua participação na série “O chef e a chata”, no YouTube, ao lado da blogueira Lu Ferreira.

Acompanhem esse rapaz mineiro apaixonado por Paris e pelas belezas da vida (@guipoulain). Sua internet, sem dúvida, vai ficar muito mais saborosa.

Vamos ver o que ele tem a falar sobre a internet, aliás? :-)

#ainternetqueagentequer: Gui Poulain, do Moldando Afeto

Gosto da simplicidade. É meio clichê dizer e querer isso. Mas é isso que quero tanto pra vida quanto pra internet. Somos soterrados de informações, notificações e acabamos dando um outro sentido pra palavra urgência: tudo é realmente urgente? A sensação é que sim, a realidade é que não. Essa coisa de ter o telefone grudado a você a todo momento me faz pensar numa coisa: enquanto ele está ali, ligado o tempo todo, você pertence ao mundo. Mas não pertence a si mesmo. Queria uma internet sem notificações, sem avisos se já li mensagens ou não. Adoraria mais ainda: sem tantos views ou likes que tanto alimentam ansiedades e a busca constante por saber se é amado ou não. Em que eu respeite o tempo das pessoas em me responder e que elas respeitem o meu. Que o conteúdo compartilhado seja menos em quantidade, menos em listas e mais em qualidade. Adoraria ainda uma internet mais gentil. Em que as pessoas propaguem menos ódio, que as diferenças de pensamentos se agreguem pra um conhecimento maior. A internet veio pra trazer pra gente informação, pra nos ajudar a comunicar, pra fazer também que cada um de nós tenha voz por aí. E isso tudo é maravilhoso. Tento, aqui do meu canto, propagar em ações um pouco do que quero pra internet: gosto de responder a todos os e-mails e comentários, a meu tempo, sendo gentil; gosto de postar só o que faz abrir um sorriso ou o que acho que é importante pra fazer do mundo um lugar melhor; gosto que minhas receitas tenham história e que sejam testadas pra funcionar sempre; escrevo aquilo que me inspira. Simplicidade traz de brinde leveza. Que tempo seja mais do que dinheiro, que tempo seja sempre vida.

Quem já passou por aqui:

Thaís Fabris, Larissa Vaz e Maria Guimarães, do 65/10

Carol T. Moré, do Follow the Colours

Ana Luiza Gomes, do projeto Andarilha

Patricia Abbondanza, da Dedo de Moça

Debora Baldin, do Canal das Bee

Bia Granja, do YouPix Hub

Michell Zappa, da Envisioning