Ainda é muito comum que imaginemos os indígenas usando vestes trabalhadas em penas, folhas e outros elementos naturais. Esse imaginário popular limita a percepção, reduzindo diversos povos e diferentes culturas a uma só figura.
Segundo o último Censo, realizado pelo IBGE em 2010, havia 817.963 indígenas, representando 305 diferentes etnias. Foram registradas 274 línguas indígenas. (Fonte: Fundo Brasil)
Vamos juntos ampliar nosso repertório?

“Quando eu era criança, achava que eu iria mudar o mundo. E hoje eu vejo que eu mudo o mundo. Talvez não em massa, mas eu mudo o mundo uma pessoa por vez, em cada cabecinha que a gente vai consertando, em cada coração que a gente consegue prolongar as batidas.” (TEDx)
Qual é a importância de vermos pessoas indígenas em todas as áreas de atuação?
“É um recado para uma sociedade que insiste em nos deixar em 1500. Nossa cultura é viva e diversa e nossa ancestralidade é carregada para todos os lugares que ocupamos. Ainda estamos aqui e persistiremos.”

“Tenho falado com a juventude também, para fazer a juventude acreditar que nós podemos ser advogados sem deixarmos de ser indígenas, e que todos nós somos importantes para a nossa causa, que precisamos nos formar também. Conhecer a academia, ter acesso ao conhecimento ocidental, mas sem deixar de complementar com os nossos conhecimentos tradicionais, sempre ouvindo as nossas lideranças, que tem uma experiência de vivência.” (Fonte: Ipam)


Seus trabalhos abordam território, garimpo ilegal, espiritualidade e o protagonismo das mulheres indígenas. Entre suas obras estão “Mensageiras da Amazônia” (2022), “Autodemarcação Já!” (2023) e a animação “Mulheres Peixes”. Codirige o longa “Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres Peixe” (2024/2025), exibido em festivais nacionais e internacionais.

“Sua trajetória nas artes visuais, na moda indígena e na pesquisa em ancestralidade leva para dentro da universidade os saberes indígenas Tremembé, ampliando as formas de pensar criação, território e corpo. Um marco que aponta para um futuro onde indígenas ocupam a pós-graduação como pesquisadores, artistas e mestres, sem abrir mão de suas raízes.”
(Fonte: @midiaindigenaoficial)



Essa lista é só um começo. Em todas as áreas existem pessoas indígenas. Aproveita para compartilhar nos comentários quem você conhece e admira?
Por menos estereótipos e mais vida real — ela sempre entrega muito mais.