Manifesto pelo fim da culpa materna

Se a mãe trabalha, ela fica com saudade do tempo que não consegue passar com o filho em casa. Se ela fica em casa, ela pensa: "eu deveria estar trabalhando."

Se a mãe é presente, ela pensa no que está deixando de viver. Se ela precisa se ausentar, nunca consegue fazer isso sem culpa.

Neste Dia das Mães, o que aconteceria se a gente se olhasse com a mesma generosidade com que olha para os nossos filhos?

Com eles, a gente tem paciência infinita. Os erros deles a gente transforma em aprendizado. A gente tem presença, escuta, generosidade.

Mas quando é que a gente se escuta, vai em busca do que a gente quer? Como é que a gente continua sendo mulher depois de ser mãe? Como é que a gente acha espaço para si na rotina? Como é que a gente faz isso sem, o tempo inteiro, achar que está devendo?

Mães melhores são mulheres completas. Mulheres completas precisam de espaço para existir.

Então, neste Dia das Mães, a gente gostaria de desejar para todas as mães: o luxo do silêncio, o privilégio do espaço, a força de se atender, a alegria de se abastecer e a necessidade básica do descanso.

Cuida melhor do outro quem cuida bem de si mesma.

Feliz Dia das Mães.

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